12.31.2014

Feliz Ano Novo ♥


@ monção

Um beijinho terno repleto de amor e gratidão. 
E sejam felizes. Muito felizes!!!!

12.25.2014

| palavras que poderiam ser minhas...


@ cheires
"perder um avô é natural, é o ciclo da vida. é triste, é um assim tem de ser. mas é perder um pouco de nós. é sentir, finalmente e como se até ao momento fosse apenas uma ideia vaga, que há um determinado momento que não volta mais.
é sentir que falta algo agora e de ora em diante. é sentir que aquele pedacinho da nossa infância que tentamos agarrar com todas as forças que a memória esquecida nos permite se começa a desvanecer. é uma perda que nos invade o âmago e nos desafia a encarar o futuro agora que o passado é tão somente uma lembrança. uma recordação. é, por muito que não queiramos, perder um pedacinho que quem somos e do que fomos. mas eu não quero perder. quero guardar para sempre mesmo quando a imagem se dissipar. porque um avô nunca se perde.
um avô fica para sempre no nosso coração... ali... ao lado de quem já lá está. um Avô acompanha-nos mesmo quando já não está presente. o meu avô, será também ele para sempre eterno." 
in Suvelle Cuisine

o nosso natal foi um natal triste. partiu uma parte de nós... alguém tão especial que irá ser difícil ultrapassar a sua ausência... o meu tio-avô, um Avô que me viu crescer e me ajudou a crescer... 

lembro-me de, pequenina, adorar saltitar pela sua alfaiataria, entre tecidos, linhas, tesouras demasiado grandes e pesadas para as minhas mãos e cheiro a ferro de engomar e lembro-me de adorar o seu sorriso lindo. lembro-me de, décadas mais tarde, o receber todas as semanas, religiosamente, na minha loja, onde nos demorávamos envoltos em memórias.

ainda não consegui interiorizar a sua partida, nem sei quando o conseguirei... mas sei que, apesar de longe, continua pertinho. e sei, também, que um dia, nos reencontraremos. entre um voo e outro.

12.17.2014

| i will be home for Xmas...


@ cheires

se, no ano passado, me tivessem dito que esse seria o meu último natal em lisboa, eu aconselharia, a essa pessoa, o internamento. jamais me passaria pela cabeça, a ideia de sair da cidade que tão bem conheço, que me viu nascer e crescer.

mas a vida é assim. por vezes, somos confrontados com hipóteses que jamais teríamos previsto. caminhos diferentes com novos obstáculos a serem ultrapassados.

e é nesses momentos que, das duas, uma: ou mantemos o plano inicial, ou num salto de fé, saímos da nossa zona de conforto e voamos.

este natal será o meu primeiro natal, numa casa nova, numa cidade que, apesar de não me ser estranha, não é a minha cidade natal. e, por isso, todas as tradições (desde a apanha de musgo e pinhas no monsanto para o presépio, passando pelos passeios na baixa pombalina para ver as luzes, à visita aos meus primos hiper mega fofos (a priminha lena faz uns pastéis de comer e chorar por mais) depois da missa do dia de natal, na igreja de Nossa Senhora do Amparo, para celebrar o aniversário do menino Jesus e do meu pai ...), serão substituídas por novas tradições. 

e, confesso, sinto-me ansiosa por escrever essa nova história, num novo cenário, ao lado daqueles que mais amo.

12.16.2014

| home is where the ♥ is...


monção

já encontrámos a casinha que nos irá acolher, em viseu. só a conhecemos através de fotografias mas posso adiantar que é linda    e para além de ser linda, ainda tem um quintal enorme, com árvores de fruto, horta e jardim    

i'm happy!!!!

12.10.2014

| os caminhos são tortos mas a chegada é certa...


@ cheires

"no fundo, alguma coisa me diz que vai dar tudo certo. que os caminhos são tortos mas a chegada é certa. que há coisas bonitas esperando lá na frente, se a gente acredita. e eu acredito! vivo de acreditar. e acredito, que o que importa mesmo, não são as pedras que encontro pelo caminho, mas sim, as flores, que carrego comigo. dentro do coração."

m. macedo via tumblr

12.08.2014

| hoje, acordei assim... com saudades


monção

de entrar à socapa no centro de congressos de aveiro para assistir a concertos sem pagar. de estar a noite inteira, com a casa cheia, rodeada de petiscos e amigos. de passear, à toa, sem horários ou destino. de subir a serra de sintra a pé, sempre por caminhos desconhecidos, atravessando propriedades privadas, fugindo de cães menos simpáticos ou, ainda, subir esta mesma serra, pela meia-noite, somente com a lua cheia a iluminar o caminho. de comer robalo assado naquele restaurante à beira-mar, na ericeira. de vaguear pelas praias de espinho, em dias de nevoeiro. dos retiros montanhas por esse mundo fora, com o meu grupo de yôga. das coreografias e sat chakras. dos tempos em que palavras como paschimottanasana ou surya namaskara faziam todo o sentido. de beber um chá de camomila numa esplanada qualquer, no cais da ribeira. dos piqueniques que fazíamos nos locais proibidos da boca do inferno. de entrar no mar de lagos, completamente vestida, em pleno inverno. de passear no parque da paz, em almada, depois de um pequeno-almoço recheado de frutos silvestres. das viagens, noites, transgressões. dos sundays repletos de chocolate quente e vodcas laranja com mais vodca que laranja. dos banhos de mar à noite nas praias de barcelona. das noitadas em frente da lareira, enrolada em edredons e amigos. dos chouriços assados em assadeiras de barro. das corridas de carros, das caminhadas, corta-matos e boleias de potenciais serial killers. das rosas vermelhas, margaridas brancas e gerberas azuis. dos passeis em navios, com famílias reais e arroz árabe. das dissecações de olhos de boi, noites agarrada à anatomia, matemática e à física aplicada. das noites partilhadas com elefantes, leões, lémures, chimpazés, hipopótamos e girafas. do embalo das ondas na baía de cascais. da explosão de aromas que envolvia a horta dos meus avós paternos, nas forcadas. dos banhos de verão, no tanque da minha tia. da vida recém-nascida nos meus braços, primeiros sorrisos, primeiros passos e primeiras palavras. da palavra Mãe – apesar de não o ser. das brincadeiras, saltos em cima da cama e corridas de carrinhos. da xana toc toc, gomby e caricas...