8.31.2014

{das pessoas especiais...}


quando eu lhe digo que toda a bondade destinada à nossa família, foi concedida à nani, responde-me, humildemente, que eu estou a exagerar. sim, é verdade que existem mais pessoas genuinamente boas, na nossa família... mas, não como ela.

a forma como se dá às pessoas - sem perguntas, sem dúvidas, sem quaisquer exigências... sim, existem mais pessoas genuinamente boas, na nossa família. mas a nani é especial. sempre foi, desde que nasceu.

lembro-me dela, pequenina, sempre tão doce, tão meiga. cresceu e tornou-se uma pessoa excepcional, única. quem a conhece sabe que não estou, de modo algum, a exagerar. quem a conhece sabe o que ela faz pelos os outros, o que ela luta para ajudar os que a rodeiam.

em breve, a minha nani regressa a moçambique, onde tem estado a trabalhar, há algum tempo. longe [tão longe] do conforto e da fartura, a que estamos habituados, a nani faz a diferença. a vida, em moçambique não é fácil. isso, já sabemos... ou melhor, imaginamos. sim... imaginamos, porque não estamos lá, não sofremos na pele, o que sofre, quem lá vive.

e foi para este país, que a minha nani resolveu ir. entregou-se a um projecto que teria morrido, se no momento em que as dificuldades se tornaram insustentáveis, ela tivesse regressado ao conforto, à mesa farta que a espera, aqui em portugal...

eu sinto-me pequenina ao lado de tanta grandeza e sinto um orgulho enorme desta menina linda, que tem um coração do tamanho do mundo e que acolhe um mundo inteiro.

és grande, minha nani... és enorme!

ps. obrigada pelo teu carinho, minha linda... ainda hoje, sinto o teu abraço ♡

8.30.2014

| todos os dias são dias de começar ♥


o meu reino é meu, como um vestido que me serve. e sobre a areia, sobre a cal e sobre a pedra, escrevo:
nesta manhã eu recomeço o mundo.

sophia de mello breyner

8.29.2014

| o coração guarda o que se nos escapa das mãos*


não me lembro quando conheci a susana, porque era demasiado pequenina e a minha memória começa a pregar-me partidas. só me lembro dela sempre a rir e a fazer palhaçadas, de modo a me fazer rir, também. lembro-me, ainda, que adorávamos ver o carrossel mágico, com o franjinhas e o saltitão. e jamais esquecerei os seus abraços, apertados... tão apertados, tão sinceros que se sentiam no coração ♡.   

foram muitos dias partilhados com muita alegria e muita brincadeira... bons tempos que criaram boas memórias e saudade... saudade do tempo quem que éramos duas crianças, cuja única preocupação era brincar.  

já não via a susana, há anos, demasiados anos. ontem, finalmente, o reencontro. a susana continua a sorrir e os seus abraços continuam fortes e autênticos tal como confirma o meu coração. ontem foi um daqueles dias, em que apetece que o tempo pare. em que rezamos para que as horas não passem, para que possamos eternizar aquele momento. porque são momentos assim, que fazem a vida valer a pena. com pessoas assim, que nos inspiram e nos ajudam a reforçar a vontade de viver, a vontade de ser feliz, a vontade de sermos pequeninas, outra vez :)

*mec

8.28.2014

| da crença em nós mesmos...



esta semana, a lição foi-me dada por uma criança de nove anos. a mãe recebeu um email ofensivo que a deixou bastante triste. ao ver a mãe, assim tão abalada, disse-lhe:

"recebeste um presente envenenado. mas podes decidir se o aceitas... ou não"

todos os dias recebemos presentes envenenados. doença, desemprego, decepções que nos ferem de morte. a vida encarrega-se disso.

mas a pequena [grande] inês, com a sua sabedoria de criança, tem a resposta certa para estes presentes envenenados: nós temos o poder de decisão. podemos aceitar estes presentes... ou não.

não aceitar. não baixar os braços, ir à luta. jamais desistir perante um não. porque há sempre a possibilidade de existir um sim. acreditar no sim que existe em nós mesmos... desconfiar sempre no não dos outros.

quando fui diagnosticada, eu ouvi o não do médico: não, não existe cura. mas sim. ela existe. eu sou a prova. e existem mais provas por esse mundo fora. também me disseram que não conseguiria voltar a trabalhar. sim, estou a trabalhar [mais que alguma vez trabalhei]. ao meu pai, disseram-lhe que ele não voltaria a andar, depois daquele acidente terrível que ele teve. mas, sim ele voltou a andar [aliás, não pára quieto]. à otília pires de lima, disseram-lhe que não teria mais que três semanas de vida... e já lá vão anos...

e tantos outros não, que eu ouvi que foram transformados em sim...

cabe-nos a nós decidir.

hoje, uma amiga ouviu um "não há nada a fazer" do seu médico. e eu não acredito no "não há nada a fazer". recuso-me a acreditar no "não há nada a fazer". porque sim, há. muito a fazer, até. procura em ti e encontrarás. eu encontrei, tantos que encontraram... se vai ser fácil? não. mas se tudo fosse fácil, que vitórias celebraríamos?

8.25.2014

{toda doença é um grito da alma... *}


em que consiste a cura?
para quê a cura?
para quem?
estamos prontos?
o que ganhamos?
o que perdemos?
queremos realmente a cura?...

antes de tentarmos compreender o real sentido da palavra cura, há que tentar desvendar o verdadeiro significado da doença, na nossa vida.

do·en·ça 
(latim dolentia, -ae, dor)
substantivo feminino
1. falta de saúde.
2. moléstia específica (que ataca animais e vegetais).
3. [figurado]  coisa que incomoda. = mal
 in dicionário priberam da língua portuguesa

porque ficamos doentes? numa visão holística, a doença - seja ela física ou mental - é apenas um sinal de que alguma coisa não vai bem com a pessoa que está doente.

louise l. hay acredita que "o corpo, como tudo na vida, é um espelho dos nossos pensamentos e crenças internos. cada célula do nosso corpo responde a cada pensamento que pensarmos e cada palavra que pronunciarmos". ou seja: os nossos padrões e crenças mentais têm o poder de contribuir para a nossa saúde, ou falta dela.

todos nós passamos por conflitos psicológicos que, normalmente, não são tratados adequadamente. por exemplo, muitos de nós temos essa capacidade de tolerar, acenando positivamente e aceitando tudo o que nos dizem e/ou tudo o que nos acontece. esses conflitos vão se acumulando, até que chega um momento, em que a pressão é tanta, que acaba por revelar-se no corpo físico, onde o conflito é somatizado na forma de doença física ou mental.

seguem, então, as consultas, os exames de diagnóstico, os medicamentos, as cirurgias... nesta fase, estes recursos externos são essenciais, uma vez que irão proporcionar o alívio temporário necessário, para que possamos desenvolver uma postura saudável e serena, perante o que estamos a vivenciar.  urge, de seguida, identificar a causa da doença, e assim, com base nessa causa, poder transformá-la e, consequentemente, conquistar a saúde. caso contrário, a recaída é certa.

podemos, claro, lutar contra esta realidade: negar o facto de que ser ou não ser saudável, está nas nossas mãos. mas, como se costuma dizer, não é pelo facto de não acreditarmos, que a verdade deixa de o ser.

nos últimos doze anos, lutei contra a doença e a dor, não me apercebendo que estava a lutar contra mim mesma. apesar de saber, no meu íntimo, que a resposta estava em mim, procurava incessantemente por uma solução externa. assim sendo, compreendo a relutância em aceitar esta verdade, para muitos, incómoda: cada um de nós, é responsável pelo seu estado de saúde.

então, antes de [desesperadamente] procurar a cura... é necessário descobrir a razão da doença. como? observando-nos: estudando, analisando, vivenciando os nossos sentimentos e atitudes, momentos de stress (cansaço, depressão, desânimo, esgotamento), insatisfação, culpa, medo, ódio...

há que compreender que o nosso organismo não está separado das nossas experiências e que aquilo que vivemos como nossos pensamentos, sentimentos, necessidades e crenças têm uma repercussão no funcionamento de nosso corpo físico gerando saúde ou doença. essas relações entre o corpo e a mente são muito próximas e os mecanismos inconscientes são muito presentes nesta ligação.

eu acredito que toda e qualquer doença tem um fundo emocional/psicológico. acredito que somos capazes de criar as nossas próprias doenças. portanto, também somos capazes de curá-las mas, para isso, é necessário tomar consciência do facto, promover uma transformação interna gerando, assim, um campo de energia onde essas emoções, sentimentos e comportamentos negativos possam ser transmutados – modificados.

é necessário uma nova “postura interior” em relação a vida, em relação ao que se realmente é.  entrar em contacto, aos poucos - degrau a degrau, passo a passo - com nosso Eu Superior, nos auto-conhecendo, aceitando, perdoando.



* dr. richard bach

8.22.2014

| aprender a ler as esperas



"no final do túnel existe uma janela. talvez você precise antes passar por uma sequência interminável de portas fechadas e treinar seus ouvidos para o som da batida de cada uma delas, mas não deixe de caminhar. 

eu sei que não tem a menor graça andar no escuro, e por não saber nada sobre o caminho, algumas vezes você irá tropeçar. mas lembre-se, que é justamente essa coragem de andar por um lugar desconhecido e adquirir habilidade para se curar de cada tombo, que fará você começar a enxergar aos poucos frestas de luz. 

e pode não parecer, mas o som de cada porta se fechando um dia irá soar como música aos seus ouvidos. a canção de quem aprendeu a ler as esperas. de quem aceitou a partitura da fé e aprendeu a tocar as notas no momento adequado, na afinação de Deus."

ana jácomo 

8.21.2014

{persistir e seguir}



existem caminhos para quem quer caminhar.
existem caminhos para qualquer lugar.
caminhos escuros, perigosos, trilhas estranhas,
e estradas largas cruzando planícies tamanhas
que nunca se sonhou poder atravessar.

existem caminhos verdejantes e belos
que nos levam de castelo em castelo,
de covil em covil, através dos bosques
cheios de fadas e feras, terras das hostes
das pessoas feitas de sonhos, imaginárias...

existem caminhos sempre
basta persistir e seguir.
os deuses da estrada abençoam
aquele que não se deixa cair.

eu só quero encontrar o jardim
no qual eu possa me deitar e sonhar...

daniel duende

8.20.2014

| para reflectir...


em que consiste a cura?
para quê a cura?
para quem?
estamos prontos?
o que ganhamos?
o que perdemos?
queremos realmente a cura?...

8.13.2014

| indo eu, indo eu...


completadas duas semanas: mudanças feitas e móveis montados. as paredes e os cantos da casa começam a criar vida, a reescrever a história. com o jardim aparado, a luz invade o espaço, outrora, escuro, denso, fechado... abrindo, assim, caminho para novas mudas que crescerão e darão frutos cheios de vida e de cor...

as manhãs nascem cedo, com o sol e o canto dos pequenos passarinhos que rodam a casa. os nossos bebés estão tão contentes e até a luna, essa gata velha e manhosa, se rebola pelo chão, fazendo gracinhas, como se dizendo "agora, sim... sinto-me feliz". os humanos cá de casa também sentem essa luz que invadiu o jardim. e sentem que essa luz invadiu, de igual modo, as suas [nossas] vidas...

a cidade é linda. mas isso, já todos sabíamos. contudo, todos os dias descobrimos um novo canto, um novo lugar que convida a estar, a ficar um pouco mais. as pessoas são diferentes: sente-se uma nova maneira de ser/estar no mundo - quando se pede uma direcção, se tira uma dúvida ou se pede um cafézinho. há sempre um sorriso, uma gentileza na voz, uns olhos que brilham na pessoa que nos responde. sentimos que somos bem-vindos e isso é muito, é tudo o que precisamos para ir em frente.

a vida é feita de etapas, novas jornadas que se iniciam a cada instante que se vive. foi com muita fé, esperança e muito amor, que acolhemos este novo começo... e é com muita fé, esperança e muito amor que continuamos a caminhar.

passo a passo ♡ 


8.12.2014

| hoje foi dia de passear ♥


"Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos.

Só se percebe verdadeiramente a importância das coisas ou das pessoas quando as perdemos. Quando as consideramos tão garantidas como o ar que respiramos, nem pensamos no seu valor. Não fazemos contas, assim como um milionário não faz contas para ir à mercearia nem sabe as oscilações do preço da bica. Com os irmãos é assim que as coisas funcionam. E é por isso que funcionam tão bem.

Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.

E é por isso que os irmãos nos conhecem melhor que os nossos pais ou amigos. Conhecem-nos os tiques, as fraquezas, os gostos e as sensibilidades; sabem o que quer dizer cada expressão nossa, aquilo que nos faz chorar e os limites da nossa tolerância. Também sabem que podem ultrapassar todos esses limites porque nada acontece, porque não há divórcios de irmãos. Os irmãos não prometem amar-se na saúde e na doença até que a morte os separe. Não precisam: quer prometam quer não, quer queiram quer não, é mesmo assim que vão viver.

Em todas as outras relações é preciso tempo. É preciso guardar tempo e ter tempo para estreitar laços, criar cumplicidades, ganhar confiança ou aprofundar as relações. Mas os irmãos não precisam de tempo. Nós gostamos dos nossos irmãos o mesmo que sempre gostámos apesar do tempo. Nem mais nem menos um bocadinho que seja. Podemos passar anos sem nos falar que não é por isso que as cumplicidades, os laços, a confiança (muita ou pouca) se esvanece."

{há pessoas assim...}


...que entram de mansinho nas nossas vidas e pé ante pé, vão preenchendo os lugares vagos no nosso coração. há pessoas assim, a quem chamamos de amigos mas que, na realidade, são muito, muito mais que isso... há pessoas assim, que se dedicam a colorir os nossos dias, que ajudam a remover as pedras da estrada, que nos ajudam a carregar os pesos da vida. há pessoas assim e eu tenho a sorte de ter uma pessoa assim, na minha vida...

8.11.2014


plenitude é quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.
ana jácomo 

8.10.2014

| pausa obrigatória nas mudanças II

às vezes, sem planear, a vida mostra que tudo cai no sítio certo. o importante é não parar, não desistir, não baixar os braços. mesmo quando a lei de murphy insiste em querer complicar-nos a vida. conseguimos ser mais fortes, se quisermos. é possível sermos felizes, se insistirmos.


a minha mami  a ensaiar, umas horas antes da actuação da orquestra (in)fusão, para a qual foi convidada - abertura da feira de s. mateus.

8.09.2014

8.06.2014

{a sentir-me babada...}



| acabadinha de chegar do ensaio para a abertura da feira de são mateus: a minha mãe faz parte do coro e eu estou babada... literalmente ♡♡♡ 

[eu já disse que estou babada???] 

8.05.2014

{sim, a vida sabe-me bem ♡}



| adormecer ao som das cigarras, acordar com os primeiros raios de sol, pegar na bicicleta e tomar o pequeno-almoço rodeada de natureza... 

"não faz mal se tenho ainda muito que "penar" durante os próximos meses e dar o tudo por tudo de mim. há pausas para respirar fundo, há tempo para entoar uns mantras, inspirar e expirar boas energias, escrever, escrever, escrever e entregar o resto à Mão que embala a fé. manter esta certeza inabalável de que quando fazemos a nossa parte, o resto vem. sem medo de arriscar e conhecer outros caminhos. [ainda que esses caminhos nos possam levar a dar uma nova volta de 180º e mudar de vida, de cidade, de país. venha ela, a mudança!]" 

8.01.2014

| porque em frente é o caminho



"há alturas na vida em que precisamos de mudar de (L)atitude. ter essa coragem. precisamos sair um bocadinho da nossa zona de conforto e aceitar que o princípio também pode ter fim. abrir os braços aos recomeços, agradecer por tudo o que temos e desejar que a vida (tão sábia e previdente) nos conduza sempre pelo melhor caminho. é preciso ter humildade para admitir que não estamos sempre certos e que pedir desculpa por erros e falhas é sinal de maturidade e não de fraqueza. e depois deste exercício urge virar a página e seguir em frente.
é que uma mudança, naturalmente imposta por outras mudanças, é um momento de renovação. e para a viver em pleno e aproveitar tudo o que tem para nos dar é preciso parar de olhar para trás, projectar o olhar no horizonte e confiar no que está por vir. com fé, muita fé. fé em nós, nos outros e em tudo o que de bom merecemos receber."